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dor orofacial

As disfunções temporomandibulares podem ser subdivididas em dor da articulação temporomandibular (ATM), que incluem sinovite, capsulite e osteoartrite, e dor dos músculos mastigatórios (DMM). Surge em 9 a 13% da população, mais no sexo feminino com pico de incidência entre os 20 e 40 anos.
A DMM relaciona-se com uma complexa interação entre fatores ambientais, emocionais, comportamentais e físicos (sobrecarga e/ou trauma da articulação).
A dor afeta os músculos de encerramento da mandíbula, pode ocorrer em repouso e é agravada pela mastigação. Associa-se a limitação do movimento, cefaleia, sensação de ouvido cheio e dor cervical.
A artralgia da ATM pode resultar de trauma e/ou sobrecarga extrínseca ou intrínseca da ATM, que podem superar a capacidade adaptativa dos tecidos articulares. Manifesta-se como uma dor aguda, mais localizada à articulação, agravada pela carga e movimento articular, irradiando para o ouvido.
O diagnóstico é essencialmente clínico e o tratamento centrado numa abordagem biopsicossocial à qual se podem associar baixas doses de antidepressivos tricíclicos. A artrocentese pode ser considerada na artralgia persistente da ATM, sendo que a cirurgia raramente está indicada.

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