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dor aguda

A dor aguda é a consciencialização de um sinal nociceptivo produzido por uma lesão tecidual recente, que pode ser complicada pela sensibilização do sistema nervoso periférico e central. A intensidade da dor aguda relaciona-se com o processo inflamatório, cicatrização dos tecidos e o movimento, tendo como característica primordial a sua resolução.
Na natureza, a dor aguda sinaliza uma lesão tecidual e a sensibilização inibe o comportamento normal de uma forma protetora para minimizar o risco e promover a cicatrização sendo que, desta forma e embora seja desagradável, contribui para a sobrevivência. Em situações médicas, tais como cirurgia ou procedimentos invasivos, raramente tem utilidade, podendo até ser deletéria.
A variabilidade individual na intensidade da dor referida em resposta a situações idênticas, pode ser explicada por uma conjugação de fatores genéticos, epigenéticos, género e história pessoal.
Dor é o motivo de ida à urgência em 70% dos doentes e, apesar dos avanços científicos, o controlo inadequado da dor aguda continua a ser mais a regra do que a exceção.
A dor aguda tem consequências negativas para o doente, para os clínicos que o atendem e para os administradores da instituição. O controlo inadequado da dor coloca o doente em risco, cria sofrimento desnecessário, aumenta os custos dos cuidados de saúde e aumenta a probabilidade de progressão para dor crónica.

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