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cefaleias

A enxaqueca e a cefaleia de tensão são as mais prevalentes nesta faixa etária, embora as crianças e adolescentes possam ter todo o tipo de cefaleias primárias e secundarias. Os mecanismos fisiopatológicos envolvidos são semelhantes aos dos adultos mas o tratamento pode ser diferente.
Nesta faixa etária a enxaqueca apresenta mais sintomas gastrointestinais, pode ser bilateral, ter menor pulsatilidade e duração mais curta, com aura mais complexa. Existem síndromes percursores da enxaqueca: vómitos cíclicos, enxaqueca abdominal, torcicolo paroxístico e síndrome de "Alice no país das Maravilhas". Na enxaqueca o tratamento não farmacológico é preferencial, com boa resposta à terapia comportamental em grupo. Em relação à terapia farmacológica de fase aguda, o ibuprofeno e paracetamol são de primeira escolha até à puberdade. Em casos pontuais pode ser necessária profilaxia, feita com magnésio, extracto de raíz butterbur, coenzima Q10, flunarizina, propanolol e topiramato, com diferentes níveis de evidência e tolerabilidade.
Em relação à cefaleia de tensão episódica, a sua prevalência aumenta com a idade até cerca de 30% na puberdade, sendo rara a sua forma crónica. Tal como na enxaqueca, deve dar-se preferência ao tratamento não farmacológico, apesar de se poder utilizar paracetamol ou flupirtina nas crises muito intensas. Se houver indicação, a profilaxia deve ser feita com amitriptilina em doses baixas.

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