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Director da revista
Silvia Vaz Serra

Editores
Armanda Gomes
Ananda Fernandes
Graça Mesquita

Súmario

  • Mensagem do Presidente da APED - Duarte Correia - 3
  • Editorial - Graça Mesquita - 4
  • Epidemiologia da Disfunção Temporomandibular
e Dor Orofacial no Contexto das Condutas Clínicas Baseadas em Evidência Científica - Daniel Humberto Pozza - 5
  • Dor Miofascial - Gustavo Montanha e Luís Agualusa - 11
  • Aprender a Lidar com a Dor...
Proposta de um Programa Psicoeducacional
para Pacientes com Lombalgia - Ana Carina Resina - 19
  • Osteoartrose: Dor Inflamatória? Dor Neuropática? - Filipe Antunes - 23
  • As Doenças Autoimunes na Dor Musculoesquelética - Mónica Caldeira e António Caldeira Ferreira - 26
  • Mesoterapia no Tratamento da Dor - Fernanda Filipe – 33

Editorial - Graça Mesquita

O sistema musculoesquelético é muito extenso, representando quase 50% do nosso
peso corporal1. Qualquer músculo ou articulação pode ser causa de dor e de disfunção. A dor musculoesquelética é uma causa significativa de morbilidade2. Com o envelhecimento da população, verificar-se-á um número crescente de indivíduos afectados por esta patologia, com implicações na funcionalidade e compromisso das actividades diárias.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 40% dos indivíduos com idade superior a 70 anos sofre de osteo- artrose do joelho, 80% dos doentes com osteoartrose apresenta algum tipo de compromisso do movimento e 25% está limitado na realização das suas actividades diárias2.

No estudo efectuado por um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina do Porto para avaliar a prevalência da dor crónica e o seu impacto individual, social e económico, concluiu-se que mais de 30% dos portugueses sofriam de dor crónica, que atingia significativamente mais as mulheres e os indivíduos mais idosos, sendo a sua principal causa a patologia osteoarticular. Verificou-se que a dor crónica interferiu de forma moderada ou grave com as actividades domésticas e laborais em quase 50% dos casos e motivou a reforma antecipada de 13% dos doentes3.

Para além do impacto na qualidade de vida, há também um impacto económico considerável2.

Em 2009, a International Association for the Study of Pain (IASP) definiu esse ano como Global Year Against Muscle Skeletal Pain, realçando a importância e desafio colocado por esta patologia.

Este número inclui vários artigos de especialistas de áreas diferentes salientando a importância da abordagem multidisciplinar.

Bibliografia
1. Yap EC. Myofascial Pain – An Overview. Ann Acad Med Singapore. 2007;36:43-8.
2. WHO Scientific Group. The burden of musculoskeletal conditions at the start or the new millenium. Report. WHO; 2003.
3. Castro Lopes JM. Dor Crónica em Portugal - Estudo da Prevalência e Impacto Económico e Social. Comunicação pessoal. 2007.

Mensagem do Presidente da APED - Duarte Correia

Na conformidade de uma tradição iniciada e mantida pelos presidentes anteriores da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), escrevo-vos neste mês de maio de 2011 esta «página do presidente», que irá ser publicada na revista DOR, número 1 de 2011.

Ultrapassamos os 6 meses de actividade de uma direcção eleita, que tem tentado com o vosso apoio dinamizar a APED de acordo com os objectivos que nos propusemos, correspondendo aos vossos anseios. Provavelmente esta- remos aquém das expectativas que porventura muitos de vós em nós depositaram, mas acreditamos que, num futuro que desejamos próximo, não os decepcionarmos, crendo que uma socie- dade será sempre o que os seus associados desejarem. É de importância primordial a vossa participação e intervenção nos destinos da APED, competindo à direcção eleita, representar a lídima vontade dos seus associados.

Muitos de vós terão observado, comentado, e possivelmente criticado as alterações editoriais verificadas nos últimos números da revista DOR.

De uma revista totalmente monográfica no passado, passámos posteriormente a publicar de forma alternada uma revista monotemática, com outra «multiconteúdos», conforme foi decidido na anterior direcção da APED.

Na perspectiva de recuperarmos os atrasos crescentes na publicação da revista DOR, tivemos de assumir uma decisão, porventura difícil, criticável, talvez não totalmente correcta, mas absolutamente necessária, em alterarmos esta sequência.

Sem o menor prejuízo do conteúdo científico da revista DOR, sem facilitismos editoriais, mantendo os mesmos critérios de rigor, de interesse, de pluralismo, estimulando a qualidade e o nível dos artigos a publicar, em particular os de natureza clínica, optamos nos últimos números por editar revistas «multitemáticas».

Este número, de cariz monográfico, recupera a tradição da revista, a sua linha editorial, reto- mando uma sequência que muitos de vós desejam que se mantenha.
Acredito que conseguiremos ultrapassar ainda este semestre o atraso editorial na publicação da revista DOR, um dos objectivos que nos
propusemos e da maior importância para quem a lê, publica e anuncia.
Não sendo displicente para os nossos leitores, mas de maior importância para quem dirige a revista e para a APED, com a captação de novos anunciantes que foram e são fundamentais para qualquer publicação escrita, conseguimos obter neste número um equilíbrio entre a despesa e a receita, minimizando o prejuízo financeiro, que a todos nós tanto nos preocupava.

E, apesar de estarmos numa época de crise, decidimos, com o imprescindível apoio de um dos nossos patrocinadores mais recentes, dedicarmos dois prémios monetários para os melhores artigos (um para as ciências «básicas», outro de natureza clínica) publicados anualmente na revista DOR, estando a ser ultimado o respectivo regulamento que publicitaremos muito em breve.

Acreditamos que será mais um incentivo para que este atraso editorial da nossa revista seja regularizado muito em breve e definitivamente ultrapassado. É fundamental e imprescindível a vossa colaboração e participação, enviando trabalhos e artigos, respeitando escrupulosamente os prazos fixados pelos editores. Só assim será possível termos uma revista plural, de nível científico elevado, actualizada no tempo, atempada- mente publicada e distribuída.

Recordo-vos que iremos comemorar, no sábado dia 4 de junho de 2011, o XX aniversário da APED com um almoço de confraternização precedido de uma sessão científica, na Secção Regional da Ordem dos Médicos no Porto, denominado «Retorno às origens, da APED, a partir d’hoje».

«Retorno às origens, da APED, a partir d’hoje»... a que estão naturalmente convidados todos os nossos associados, sendo este convite extensivo aos representantes das ordens profissionais (médicos, enfermeiros e psicólogos), das sociedades científicas que subscreveram a proposta da criação da competência em medicina da dor e dos nossos parceiros da indústria farmacêutica, que connosco muito têm colaborado.

A vossa presença e participação no XX aniversário da APED é necessária e imprescindível!

Conto convosco!...