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Director da revista
Silvia Vaz Serra

Editores
Armanda Gomes
Ananda Fernandes
Graça Mesquita


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Súmario

  • Mensagem do Presidente da APED - Duarte Correia - 3
  • Editorial - Silvia Vaz Serra - 4
  • Musicoterapia na Unidade de Dor
do Hospital Garcia de Orta - Ana Filipe Garcez e Sílvia Monteiro - 5
  • Hipersensibilidade aos Anti-Inflamatórios
Não-Esteróides - Ângela Gaspar e Mário Morais de Almeida - 10
  • Ensino da Analgesia Pós-Operatória
em Portugal – A Actualidade
e Propostas Para o Futuro - Graça Dores - 19
  • Desespero e a Reacção Terapêutica
Negativa: Obstáculos no Tratamento da Dor - Cristina Catana - 27
  • Síndrome Dolorosa Regional Complexa:
O Desafio no Controlo Álgico - Hugo Martins e Teresa Ferreira – 31

Editorial - Silvia Vaz Serra

A APED faz anos... 20 anos

Vinte anos carregados de simbologia

Este é o momento não só para comemorar o presente, lançar os alicerces para o futuro mas também o tempo certo para recordar e enaltecer todos os que contribuíram para o momento actual.

Um já longo e bonito percurso foi trilhado – somatório de vivências, aprendizagens (mais ou menos dolorosas, como todas) – sempre pautado pela ambição de melhorar a qualidade de tratamento da dor.

Nenhuma das várias vertentes do conhecimento foi descurada: dor aguda e dor crónica, ciências básicas e clínica, multidisciplinaridade, cuidados primários, ensino pré e pós-graduado, fóruns de discussão, Dia Nacional de Luta contra a Dor, Competência em Dor, Plano e Programa Nacio- nal de Luta contra a Dor... Estamos todos de parabéns!

Como directora desta nossa revista não posso deixar de expressar o meu respeito por quem me antecedeu nesta tarefa e que tão exemplarmente souberam exercê-la – Dr. José Caseiro e Professor Doutor José Castro Lopes (sem qualquer desmé- rito para os restantes, perdoem por só nomear os mais recentes com os quais me orgulho de ter colaborado). Souberam imprimir um cunho e rigor científico apurados que distinguem esta nossa revista.

Gostaria, também, de agradecer a Dr. José Romão e Dr. Duarte Correia a confiança que em mim depositaram para continuar o trabalho destes Senhores (não sei se será o local apropriado mas, por vezes, há palavras que ficam por dizer).

A revista mantém-se viva, plena de vitalidade, de projectos e ideias, um local que se propõe como espaço de debate, de salutar troca de ideias e conceitos mas que espera manter um rigoroso e exigente saber.

«Todo o português popular é um reformador impaciente. Não há atitude que não avalie, serviço que não comente, governança que não desconheça, ingratidão que não ouse, para maior desembaraço das suas aptidões... O último homem sobre a terra terá de ser um português que duvida do que é natural e que se indisciplina perante a consumação dos séculos... Há raças mais dinâmicas, outras mais brilhantes, mas nenhuma outra possui o segredo da importunidade, que estimula, desassossega, altera, contradiz e, no entanto, não chega a ser violência.»

Agustina Bessa Luís

Conto convosco. Obrigada.

Mensagem do Presidente da APED - Duarte Correia

Ao escrever estas breves linhas no final do primeiro trimestre de 2011, não posso deixar de recordar que no vertiginoso passar do tempo, 20 anos decorreram desde a fundação da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), com o seu registo notarial efectuado por Nestor Rodrigues, Zeferino Bastos e Helder Camelo na cidade do Porto, no dia 4 de Junho de 1991.

Duas décadas, numa sociedade que se consolidou, cresceu e contribuiu, de forma inequívoca, para a transformação do tratamento da dor em Portugal, dignificando os objectivos dos seus fundadores.

Duas décadas, em que muitos contribuíram para que a realidade em que hoje vivemos seja substancialmente diferente do passado, em que o presente traduz muitos dos anseios, esforço e querer de todos aqueles, muitos deles de forma anónima, incansável e dedicada, sem louvores, honras ou mercês, porventura esquecidos e não recordados na voracidade do tempo, que no seu esforço diário, exerceram e exercem a sua acti- vidade no âmbito da Medicina da Dor.
A todos estes profissionais, a APED, e certamente os milhares de doentes deste país e as suas famílias, reconhecem o seu enorme contributo, na melhoria dos cuidados prestados e na humanização do sistema de saúde.

Vinte anos, uma vida!... Em que o recordar de factos e acontecimentos passados, reencontro de vivências e de amizades, em que a ausência é presença, muitas destas consolidadas na du- reza da rotina diária, seja em simultâneo o início de novos projectos, o relançar de objectivos ainda infelizmente não atingidos, a concretização de anseios e expectativas.

Por todos estes motivos, a que a APED não poderia estar virtualmente dissociada, distante ou ausente, iremos promover no sábado, 4 de Junho de 2011, data comemorativa da constituição desta sociedade, um almoço de confraternização precedido de uma sessão, na Ordem dos Médicos no Porto, denominado «Retorno às origens da APED a partir d’hoje», a que estão naturalmente convidados todos os nossos associados, sendo este convite extensivo aos representantes das Ordens Profissionais (médicos, enfermeiros e psicólogos), das sociedades científicas que subscreveram a proposta da criação da Competência em Medicina da Dor e dos nossos parceiros da indústria farmacêutica, que connosco muito têm colaborado.

A vossa presença, colaboração e participação no XX aniversário da APED é necessária e imprescindível!

Conto convosco!...