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Técnicas invasivas

Editora convidado
Duarte Correia

Director da revista
Sílvia Vaz Serra

Editores
Armanda Gomes
Ananda Fernandes
Graça Mesquita


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Súmario

  • Editorial I - Duarte Correia - 3
    • Considerações Iniciais
  • Editorial II - Sílvia Vaz Serra - 5
    • Informação breve mas relevante
  • A Radiofrequência no Tratamento da Dor:
Estado da Arte e Novos Horizontes - Alexandre Teixeira e Menno E. Sluijter - 6
  • A Toxina Botulínica no Tratamento da Dor - José de Andrés, Vicente Villanueva, Stefano Palmisani,
Juan Asensio, Gustavo Fabregat, Germán Cerdá-Olmedo
y M.a Dolores López-Alarcón - 14
  • Tratamento con Toxina Botulínica en el Síndrome
de dolor miofascial - Ana B. Mencías Hurtado, José Ruiz Perera y José Luis Rodríguez Hernández - 19
  • Terapêuticas Invasivas no Tratamento
da Dor – Bloqueios Menos Frequentes - Luís Agualusa, Catarina Costa e Raquel Fernandes - 25
  • Cifoplastia no Tratamento da Dor - Ricardo Pestana, Ângela Bravo, Duarte Correia,
Gil Bebiano, Pedro Lima, Rui Silva e Teresa Ferreira - 29

Editorial I - Duarte Correia

A o responder afirmativamente ao convite, endereçado pela Dra. Sílvia Vaz Serra, ilustre directora da revista DOR, não imaginaria as inúmeras dificuldades que se depararam na elaboração deste volume.

Foi nossa intenção tentar obter a participação do maior número possível de colegas que dia- riamente se dedicam ao tratamento da dor em Portugal, realizando procedimentos invasivos, com vivências, conceitos e experiências díspares que traduzissem nesta monografia diferentes perspectivas neste âmbito da medicina da dor.

Infelizmente, por muitos e variados motivos, não foi possível em tempo útil uma maior participação e colaboração activa de um maior número de médicos e outros profissionais, que permitiria uma visão mais lata, de maior interdisciplinaridade e multidisciplinaridade como ambicionávamos.

Tão pouco foi possível elaborar este volume da revista DOR apenas com artigos de autores portugueses, porque a actividade clínica diária dificulta e impossibilita uma colaboração que muitos ansiavam mas que se tornou irrealizável e impraticável.

Ao assumir a opção de convidar autores não portugueses, fi-lo na convicção que os colegas que participam são uma mais valia importante, com uma enorme experiência neste tema, com um vasto labor clínico nesta área do saber científico e com uma capacidade didáctica que considero notável.

Ultrapassados variados obstáculos, enxertados em curtos períodos de desmotivação, fruto e produto de alguns acontecimentos ocorridos no decurso deste ano, e após algumas hesitações no conteúdo, forma e conceito como deveríamos elaborar esta monografia, apoiados com a prestimosa e inestimável colaboração de todos aqueles que se disponibilizaram a relatar a sua experiência neste âmbito, colaborando neste número da revista DOR, desejo e acredito que o contributo de todos os autores possibilite uma reflexão serena, ponderada e tranquila sobre estas modalidades terapêuticas.

Estando a revista condicionada a um número máximo de páginas previamente definido, optamos por inserir neste volume alguns tratamentos menos frequentes ou divulgados no «panorama» da dor em Portugal, tentando promover de acordo com o legis artis novas modalidades terapêuticas, que serão certamente úteis na nossa actividade diária.

Actividade que implica algumas vezes tratamentos que condicionam um repensar e reflectir prévio dos profissionais, um conhecimento informado e uma decisão conjunta médico-doente ponderados todas as variáveis, riscos, vantagens, sucessos e insucessos, sem expectactivas inúteis ou facilidades duvidosas.

Todos estes factores, analisados sem entusiasmos fúteis, impregnados num bom senso, que não está descrito, nem se poderá adquirir num artigo ou livro de texto de especialidade, mas que necessariamente deverá ter em consideração todas as circunstâncias, ponderáveis ou não, sem nunca excluir o treino e a destreza de quem as executa e as realidades objectivadas pela medicina baseada na evidência.

Recordo-vos que muitos destes pacientes com dor crónica apresentam problemas multidimensionais complexos, e uma intervenção integrada de natureza biopsicossocial será sempre o mais adequado nestes doentes1.

É necessário termos sempre em mente que não existe um tratamento único para todos os pacientes com dor e que algumas das nossas intervenções fracassam, não sendo obviamente eficazes em todas as situações clínicas2 mas jamais... The treatment should never be worse than the disease!3.

A todos os leitores desejo uma leitura atenta, uma reflexão serena, sobre este tema, desejando muito sinceramente que o conteúdo desta monografia seja útil na vossa actividade clínica, e que eventualmente contribua para que um maior número de profissionais se dediquem ao tratamento da dor no nosso país.

Bibliografia

  1. Justins D, Siemaszko O. Pain 2002. An update review: refresher course syllabus. In: Giambardino MA, ed. Seattle: IASP Press; 2002.
  2. Hicks NR. Some observations on attempts to measure appropriateness of care. BMJ. 1994;309:730-3.
  3. White PF, Kehlet H. Improving pain management: are we jumping from the frying pan into the fire? Anesth Analg. 2007;105(1):10-2.

Editorial II - Informação breve mas relevante - Sílvia Vaz Serra

O mundo está sempre em constante mudança, em constantes acertos e desacertos. Mesmos os assuntos e as organizações, por mais simples que sejam, necessitam de ava- liações sistemáticas e periódicas com o fim último de optimizar e melhorar a informação transmitida. Ao analisar e cruzar os dados referentes aos sócios da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), aos sócios com cotas em dia e aos destinatários da revista, concluímos que era premente reorganizar e modificar este procedimento. Pretendemos que a revista tenha a maior e mais diversificada divulgação mas, para isso, temos de racionalizar e reorientar a distribuição da mesma. Face ao sucintamente exposto, prosaicamente se informa que a revista passará a ser entregue unicamente aos sócios com as cotas regularizadas, já a partir do volume 1/2010.

Convido assim todos os colegas que queiram continuar a receber esta revista a verificarem, o mais brevemente possível, a sua situação junto da APED. Aproveito para deixar uma folha para inscrição como sócio (também a poderão retirar do site).