Login

DOR AGUDA

Editor convidado
Luís Medeiros

Director da revista
Sílvia Vaz Serra

Editores

Ananda Fernandes
Armanda Gomes
Duarte Correia
Luís Medeiros


Donwload PDF da revista

Súmario

  • Mensagem do Presidente da APED - José Romão - 3
  • Introdução - Luís Medeiros - 5
  • Dor Aguda Não-Cirúrgica: Reflexões - José Manuel Caseiro - 7
  • Dor Aguda do Pós-Operatório – Princípios Básicos - Jorge Valentim - 12
  • Organização da Dor Aguda do Pós-Operatório - Amélia Saraiva - 18
  • Como Construir Protocolos para o Tratamento
da Dor Aguda do Pós-Operatório- Isabel Serralheiro - 23
  • Problemática da Avaliação Regular da Dor Aguda
no Pós-Operatório - Cármen Mendes - 34
  • Avaliação e Tratamento da Dor Aguda
do Pós-Operatório: Novos Desafios - Marta Bernardino- 40
  • A Importância das Bases de Dados no Aperfeiçoamento
do Tratamento da Dor Aguda do Pós-Operatório - Luís Medeiros – 44

Mensagem do Presidente da APED - José Romão

Devido ao atraso acumulado na publicação da revista (mea culpa...!), este texto foi escrito não na data de capa, mas antes em Maio de 2009.

Com a publicação deste número inicia-se um novo ciclo para a revista, uma vez que é o primeiro a ser editado sob a responsabilidade da Dr.a Sílvia Vaz Serra. Desejamos-lhe, bem como a todos os editores, sucesso e alguma paciência. A dor aguda continua a ser um problema sistematicamente ignorado.Mesmo a dor aguda pós-operatória, cujo tratamento registou tantos avanços nos últimos 15 anos, está longe de ser um problema adequadamente resolvido. Facto estranho, quando pensamos que ela acontece a maioria das vezes em dia, hora e local pré-estabelecidos.


Os textos aqui publicados reflectem o cuidado e qualidade com que é abordada a dor pós-operatória no IPO de Lisboa. Porventura outras instituições hospitalares portuguesas terão conseguido atingir aquele objectivo, embora trilhando caminhos diferentes.

O ano de 2008 foi, em Portugal, pródigo na publicação de diplomas relacionados com a dor.

Foi finalmente aprovado e publicado em 18/Junho o Programa Nacional de Controlo da Dor. Insere-se no âmbito do Plano Nacional de Saúde 2004-2010. Por ser um Programa Nacional e ter sido publicado sob a forma de Circular Normativa da Direcção-Geral da Saúde, tem um estatuto bem diferente do seu precursor. De facto, embora o Plano Nacional de Luta Contra a Dor tenha representado um marco histórico para a dor em Portugal, na prática revelou-se em muitos aspectos pouco mais do que uma simples declaração de intenções. À obrigatoriedade de implementação das Circulares Normativas, associa-se a existência de um cronograma e dotação orçamental destinados à execução dos Programas Nacionais. Para acompanhar a implementação do novo Programa, foi nomeada e encontra-se já em plena actividade a Comissão Nacional para o Controlo da Dor. Trata-se, sem dúvida, de um documento estruturante que define como objectivos gerais: reduzir a prevalência da dor não controlada na população portuguesa; melhorar a qualidade de vida dos doentes com dor; e racionalizar os recursos e controlar os custos necessários para o controlo da dor. Para a sua concretização elenca diversas estratégias ao nível da intervenção, formação, e colheita e análise de informação.

Foi publicada em 24 de Março a Circular Informativa: Utilização dos Medicamentos Opióides Fortes na Dor Crónica Não-Oncológica da Direcção-Geral da Saúde. Baseia-se num documento elaborado por um grupo de peritos, sob o patrocínio da APED e com a coordenação científica do Prof. Dr. Castro Lopes. Enumera uma série de orientações técnicas relativas à utilização de opióides fortes em doentes com dor crónica não-oncológica.
Em 8 de Abril foram publicados os despachos – 10.279/2008 e 10.280/2008 – que atribuíram a comparticipação de 95% aos medicamentos opióides fortes prescritos para o controlo da dor respectivamente oncológica e não-oncológica. Tratava-se de uma velha reivindicação da APED, que veio colocar os cidadãos portugueses em igualdade de circunstâncias no que diz respeito ao acesso àqueles medicamentos.

Congratulamo-nos e felicitamos a Sr.a Ministra da Saúde, Dr.a Ana Jorge, pela sensibilidade que revelou para a temática da dor, ao fazer publicar os diplomas citados. Estes estavam prontos há longo tempo, mas necessitaram de período de incubação numa qualquer gaveta de secretária do Ministério da Saúde durante o consulado do Dr. Correia de Campos.

Apesar de a melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos doentes com dor não se alterar só porque se alterou a lei, não temos dúvidas que as alterações introduzidas irão dar um excelente contributo. Importa por isso continuar a investir na formação dos profissionais da saúde e informação da população em geral.

O Presidente da APED.