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Investigação

Director
José Manuel Castro Lopes

Editores
Luís Agualusa
José Manuel Castro Lopes
Teresa Vaz Patto
Sílvia Vaz Serra


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Súmario

  • Mensagem do Presidente da APED - José Manuel Castro Lopes - 3
  • Analgesia Preventiva, ao Teste do Formol,
por Terapia Laser em Ratinhos - Daniel Humberto Pozza, Marília Gerhardt de Oliveira, João Batista de Macêdo Sobrinho e Nelson Ribeiro Neto - 5
  • Analgesia e Electroestimulaçâo Cutânea - Ana Teresa Gaspar e Filipe Antunes - 9
  • Hipertensão e Hipoalgesia: Papel do Bolbo
Raquidiano Ventrolateral Caudal e do Sistema GABAérgico Espinhal - Dora Pinho, Manuela Morato, Teresa Sousa, José Marques Lopes, Isaura Tavares
e António Albino-Teixeira - 13
  • A Neuropatia Diabética está Associada a Alterações
nas Respostas Nociceptivas dos Neurónios Espinhais:
um Estudo no Rato Injectado com Estreptozotocina - C. Morgado e Isaura Tavares - 22
  • Expressão do ARNm para o Receptor Opióide δ (DOR) Durante a Evolução da Monoartrite: Alterações Observadas no Núcleo Reticular do Tálamo e em Núcleos do Bolbo Raquidiano do Tronco Cerebral - Fani Lourença Neto, Raquel Carvalhosa,
Joana Ferreira-Gomes, Carlos Reguenga
e José Manuel Castro-Lopes – 32

Mensagem do Presidente da APED - José Manuel Castro Lopes

Apesar de ter cessado funções como presidente da APED há algum tempo, o atraso «cró- nico» da publicação da nossa revista faz com que esta página ainda seja da minha autoria (pela última vez e com a concordância do novo presidente da APED), aproveitando esta oportunidade para fazer um balanço dos dois mandatos que acabei de cumprir.

Quando o principal responsável pela criação da APED, e até então seu presidente, Dr. Nestor Rodrigues, me «empurrou carinhosamente» para a candidatura à presidência da APED, estava bem ciente do enorme desafio que isso representava. Como não me canso de dizer, sou um mero cientista básico, com muito pouca experiência clínica, enquanto a esmagadora maioria dos associados da APED exercem actividade clínica (médicos, enfermeiros e psicólogos), e os principais objectivos da APED relacionam-se com a actividade assistencial. Foi pois necessário rodear-me de de pessoas com diferentes ex- periências, sensibilidades e formas de encarar os problemas, que constituíram uma equipa coesa, renovada a meio do percurso. Tudo aquilo que a APED foi e fez nestes últimos seis anos resultou de um verdadeiro trabalho de equipa, cabendo-me a mim, por força das circunstâncias, o papel de coordenador e porta-voz das decisões colegiais. Quero pois iniciar este balanço final manifestando a minha profunda gratidão a todos os elementos dessa equipa fantástica!

É sempre muito difícil ser juiz em causa própria, pelo que a melhor forma de efectuar uma auto-avaliação das actividades da APED nos últimos seis anos será através da comparação daquilo que nos propusemos fazer quando fomos eleitos, com aquilo que realmente fizemos. Assim, no plano de acção que apresentámos constava:

  • «Proceder à revisão dos estatutos da Associação de modo a adequá-los à legislação em vigor e regulamentar a eleição dos seus corpos administrativos».
    A revisão foi efectuada e aprovada em Assembleia Geral. Infelizmente, só recentemen- te tivemos conhecimento que é necessário proceder ao registo notarial da alteração, o que irá ser efectuado pela actual direcção.
  • «Solicitar a concessão do estatuto de Associação Científica sem fins lucrativos e pro- ceder ao registo da sigla e do logótipo».
    Este foi um objectivo sucessivamente adiado, talvez devido a alguma «aversão» pelas burocracias, mas que será finalmente concretizado pela actual direcção.

  • «Prosseguir a política de angariação de novos sócios para que a APED possa congregar um número cada vez maior de pessoas de diversas áreas empenhadas na investigação, ensino e assistência no âmbito da dor».
    O número de sócios tem vindo a aumentar, apesar de recentemente se ter procedido ao cancelamento dos sócios que não pagavam cotas regularmente há vários anos, na sequência de uma decisão aprovada em Assembleia Geral.
  • «Dar maior visibilidade à APED, nomeadamente através da presença de cartazes e panfletos em todos os eventos relacionados com a dor e áreas afins, e da divulgação na comunicação social dos eventos realizados pela APED».
    Foi possível projectar o nome da APED a nível nacional, sobretudo pelo impacto nos órgãos de comunicação social dos eventos organizados no Dia Nacional de Luta Contra a Dor e no Dia Mundial e Semana Europeia Contra a Dor.
  • «Criar uma página na internet com informação sobre a APED e ligação a outras enti- dades nacionais e internacionais relacionadas com a dor».
    Este objectivo foi plenamente atingido, com o generoso patrocínio da Grunenthal. Ver em www.aped-dor.org.
  • «Manter a publicação regular da revista Dor».
    A publicação da revista manteve-se, com o indispensável patrocínio de várias empresas farmacêuticas (que actualmente incluem apenas a Janssen-Cilag, Grunenthal e Pfizer), mas a sua regularidade não foi a desejada, muito particularmente após a saída do seu anterior director-executivo, Dr. José Manuel Caseiro. Há pouca tradição no nosso meio de escrever artigos científicos ou de revisão e é muito difícil «obrigar» pessoas, muitas vezes sobreocupadas, a cumprir os prazos de entrega a que se comprometeram. Este é um problema que não tem solução fácil, mas espero que a nova direcção da APED o consiga ultrapassar de uma forma muito mais eficaz que a direcção cessante.
  • «Realizar anualmente a cerimónia comemorativa do Dia Nacional de Luta Contra a Dor
(14 de Junho)». Todos os anos foram promovidos eventos para assinalar o Dia Nacional de Luta Contra a Dor, alguns com maior impacto mediático (como as Corridas Contra a Dor ou os Concursos de Desenhos Infantis), outros de carácter mais educacional/científico.
  • «Promover ou apoiar reuniões científicas nacionais organizadas pela APED ou pelos seus associados».



A APED organizou, sozinha ou em associação com outras associações científicas, diver- sas reuniões/encontros/congressos e concedeu o patrocínio científico a muitas outras. Além disso, os elementos da direcção da APED responderam sempre afirmativamente aos convites que outras associações/sociedades lhes fizeram para intervir nas reuniões por elas organizadas. De salientar ainda a candidatura que a APED apresentou à EFIC para que o Congresso Europeu de Dor Pain in Europe VI se realize em Lisboa em Setembro de 2009, a qual viria a ser aprovada no conselho da EFIC.

  • «Apoiar a participação dos associados da APED em reuniões científicas internacio- nais».
Felizmente, as empresas farmacêuticas desempenham este papel de forma muito activa, pelo que esta foi uma iniciativa que a direcção da APED, face aos seus parcos recursos económicos, não levou a cabo, para além do indispensável apoio à participação nas reuniões institucionais com as suas congéneres internacionais.
  • «Prosseguir o trabalho conducente à aprovação do Plano Nacional de Luta Contra a Dor e dar todo o apoio solicitado para que se promova a sua aplicação prática». 
A APED respondeu a todas as solicitações da Direcção-Geral da Saúde neste âmbito, o presidente da APED aceitou coordenar a Comissão de Acompanhamento do Plano Nacional de Luta Contra a Dor. Sobre a aplicação do Plano, já me pronunciei suficientemente no número anterior da revista
  • «Apoiar a realização de um estudo epidemiológico sobre a prevalência da dor crónica em Portugal».
Esse estudo está em curso, a cargo de um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o apoio da APED e o patrocínio das mesmas empresas farmacêuticas que apoiam a publicação da revista Dor. Além disso, deu-se início a um estudo sobre Dor Aguda Pós-Operatória, cuja fase preliminar está concluída e que aguarda financiamento para seconcretizar.

  • «Realizar um inquérito sobre o ensino pré e pós-graduado nas instituições universitárias».
O inquérito foi realizado e os resultados foram desanimadores, conforme já tive ocasião de revelar publicamente.
  • «Estudar a possibilidade de serem elaboradas e publicadas recomendações gené- ricas para uma boa prática clínica no âmbito da dor». Recentemente, um grupo de peritos convidados pela APED elaborou recomendações para a prescrição de opióides na dor não-oncológica, tendo como base as recomen- dações internacionais já existentes. As recomendações foram aprovadas pela Comissão de Acompanhamento do Plano Nacional de Luta Contra a Dor, aguardando-se a sua publicação pela Direcção-Geral da Saúde.
  • «Prosseguir o debate sobre a eventual criação de uma subespecialidade ou competência em Algologia/Medicina da Dor». Não apenas se prosseguiu o debate como se logrou concretizar a Competência em Medicina da Dor. Sobre este assunto também já me pronunciei em anteriores edições da revista.

Claro que a actividade da direcção da APED não se esgotou em atingir estes objectivos, mas seria fastidioso estar aqui a enumerar todas as iniciativas que foram tomadas durante os últimos seis anos e que constam dos relatórios de actividades anuais (o último dos quais disponível no sítio da APED na internet). Posso apenas afirmar, sem falsa modéstia, que fomos tão longe quanto pudemos e soubemos em quase tudo aquilo a que nos propusemos, e que sinto algum orgulho pelo que lográmos alcançar, salientando e agradecendo mais uma vez a indispensável colaboração de muitos sócios da APED, para além dos elementos da direcção.

Termino desejando o maior êxito aos elementos da direcção da APED que nos sucederam, e em particular ao seu Presidente, Dr. José Romão. Porque o fiquei a conhecer bem durante os anos em que servimos conjuntamente a APED, estou certo que a associação passará por um período de grande progresso, pois será liderada por uma pessoa muito empenhada, extremamente competente e totalmente dedicada à causa de todos nós, plasmada nos estatutos da APED: promover o estudo, ensino e divulgação dos mecanismos fisiopatológicos, meios de prevenção, diagnóstico e terapêutica da dor.