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Trabalho da autoria de David Nora, Catarina Carvalho, Alexandra Reis, Manuel Ribeiro da Silva e Beatriz Craveiro Lopes.

Resumo:
Doente do sexo masculino, 51 anos, desenvolveu cefaleia holocraniana intensa em ortostatismo, com instalação súbita, agravamento progressivo e refratária à terapêutica analgésica. Apresentava ainda hipoacúsia, acufenos, diplopia horizontal na dextroversão do olhar e um episódio de vertigem rotatória com queda. Negou história compatível com punção traumática da duramáter. O exame objetivo revelou parésia do VI par craniano à direita, sem outras alterações. Foi internado no serviço de neurologia com a hipótese diagnóstica de hipotensão intracraniana espontânea, iniciando terapêutica conservadora. Realizou ressonância magnética (RM) craniana e cervical com contraste que evidenciou aspetos compatíveis com o diagnóstico presuntivo. Dada a manutenção da cefaleia e da diplopia foi proposta ao doente a realização de um blood patch epidural e pedida a colaboração da unidade de dor. A técnica foi efetuada a nível lombar, com administração epidural de 10 ml de sangue autólogo. Não obstante a melhoria clínica, o doente manteve cefaleia residual e diplopia, pelo que se decidiu repetir a técnica duas semanas depois, com administração de 14 ml de sangue autólogo a nível lombar. Desta segunda vez, houve regressão precoce e completa da cefaleia, mas mais gradual da diplopia residual. Três meses após a técnica, o doente encontrava-se assintomático.

O artigo está disponível na íntegra na área reservada aos sócios da APED.